Dilson Lages Monteiro Quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Conversa de Escritor - Resumo

Convidado: Escritor Marco Cremasco (horário de verão)
Tema: A literatura em Marco Cremasco
Dia: 18/12/12
Horário: 20h00


(22:27:57) Pablo entrando na conversa...
(22:23:10) Moderador desconectado por inatividade...
(22:21:30) Simony saindo da conversa...
(22:18:18) Luiz Filho Boa noite, Marco e amigos.
(22:17:37) Marco Cremasco saindo da conversa...
(22:17:25) Marco Cremasco Boa noite a todos e obrigado pela oportunidade. Abraço.
(22:16:53) Moderador Prezado escritor, o Portal Entretextos agradece sua gentileza ao aceitar o convite para participar no bate-papo. Obrigado a cada um de vocês que interagiram nesta noite. Boa noite a todos e obrigado.
(22:13:28) Marco Cremasco Luiz, a Babel não tem sítio e eu não tenho blog. Existem alguns poemas (meus) e traduções (minhas) no site Germina.
(22:11:10) Luiz Filho A Revista Babel tem um sítio eletrônico? Vc tem blog?
(22:10:36) Moderador Risos. Não indicação melhor!
(22:09:58) Marco Cremasco Caro Moderador, mil desculpas. Caso você me pedisse uma indicação bibliográfica sobre “Transferência de Massa” ou “Sistemas Particulados”, eu ficaria muito mais a vontade para indicá-la. Agora, em termos de Literatura e se me permitem: leiam os clássicos.
(22:08:48) Moderador Aproveito a ocasião para apresentar breve curriculo do professor-poeta Marcos Cremasco. No caso, o currículo do professor: http://www.feq.unicamp.br/index.php/marco-aurelio-cremasco
(22:07:37) Marco Cremasco Estamos conversando em um dispositivo dessa natureza, Simony. Entendo ser natural novas mídias. Agora, o quanto isto influenciará os gêneros (literários) conforme eles nos apresentam desde há tempo é uma questão do próprio tempo e de como o gênero humano se transformará. A literatura é dinâmica, feito nós.
(22:07:24) Moderador Você tem sugestões bibliográficas que julga fundamentais para quem quer aperfeiçoar o estilo literário?
(22:03:34) Simony Como você avalia a leitura de textos literários em dispositivos móveis? Teremos em breve profundas mudanças nos gêneros hoje praticados?
(22:03:06) Marco Cremasco Não, Luiz, não existe nenhum projeto enquanto editor. No máximo, o que eu faço (muito de vez em quando), é editar alguns livretos caseiros (capas de papelão e impressão caseira) para os amigos.
(22:00:43) Marco Cremasco Este ano foi dedicado à minha profissão, Simony, inclusive com a publicação de um livro técnico, na área de Engenharia Química. Tenho a intenção de preparar um livro de poemas, tendo como base os trabalhos que disponibilizei na Internet. Vamos ver. Ainda está na intenção.
(22:00:22) Luiz Filho A experiência com a Revista Babel trouxe alguma possibilidade de edição de livros ou isso ainda é algo distante de seus projetos?
(21:56:59) Simony Quais seus projetos hoje como escritor?
(21:55:03) Marco Cremasco A tradução, Moderador, foi um exercício interessante, mas que não influenciou o modo como escrevo ou o estilo, como você cita, pois um dos desafios mais instigadores na tradução é a fidelidade de estilo, o do outro.
(21:52:52) Marco Cremasco (continuando) A Internet, Luiz, é um livro aberto. Tenho vários amigos e amigas virtuais que são excelentes poetas e não tão conhecidos(as) do grande público. Entretanto, eles estão conquistando o seu espaço, ainda que não convencional. Estamos atravessando um momento crítico quanto à produção literária, principalmente em relação à produção poética. Quanto à sobrevivência fora do mundo virtual, para quem começa, é um tanto quanto difícil.
(21:52:14) Moderador A prática da tradução foi importante de que maneira para o aperfeiçoamento de seu estilo?
(21:51:27) Marco Cremasco Luiz, não é nada fácil publicar livros de poemas por uma editora considerada grande. Trata-se de uma questão de mercado. Existem, por outro lado, editoras que prezam por publicar poesia e em tiragens consideradas pequenas (inferior a 500 exemplares) e o universo de quem lê poesia é muito próximo de quem consome poesia. Ou seja, há uma autofagia interessante entre os(as) poetas. Com o advento da Internet, houve uma explosão de oportunidades: os poemas saíram das gavetas e vagam pelo mundo virtual
(21:45:34) Moderador Você utiliza muito e de maneira criativa a internet com ferramenta para divulgação e circulação de sua obra. Da pra o escritor viver bem hoje sem a internet?
(21:43:56) Marco Cremasco Simony, cara. Tudo isso que você escreveu. O poema não pede passagem.
(21:43:03) Marco Cremasco Muito de poeta no prosador, Luiz. A poesia se manifestou antes da prosa e acabou por impregnar a escrita. A prosa, por outro lado, contribui (por incrível que pareça) para deixar o poema mais fluente e menos preso à palavra em si. A prosa, em mim, demanda muito mais tempo. Quanto à preferência, depende muito da proposta a que me imponho, inclusive do que se pretende na prosa: conto, romance.
(21:42:28) Simony Como acontece seu processo poético? Uma frase? uma imagem que o persegue? uma inexplicável vontade de escrever? Como acontece?
(21:38:11) Luiz Filho O que há de poeta no prosador Marco Cremasco e vice-versa? Vc tem preferência por algum desses gêneros?
(21:35:37) Marco Cremasco Simony, comecei, na Babel, o exercício da tradução.
(21:34:23) Simony Que influências e/ou experiências trouxe essa revista sobre sua produção?
(21:34:04) Marco Cremasco Moderador, não cheguei a pensar sobre isto. O que é muito bom. Não tenho preferências; tem muito a ver com o momento... e o momento em que atravessamos carece, ao meu vez, de delicadeza... de muita delicadeza.
(21:29:43) Marco Cremasco Sim, Luiz Filho, vários. Um deles, Mauro Faccioni, engenheiro elétrico e doutor em engenharia elétrica, é um tremendo poeta. Junto com ele, com o Ademir Demarchi (doutor em letras) e com a Susana Scramin (doutora em letras), criamos a Revista Babel, no início dos anos 2000. Vivemos em um mundo diverso.
(21:28:03) Moderador A natureza e a mulher são temas recorrentes em sua poesia. Sobre o que gosta mais de escrever?
(21:25:51) Luiz Filho Vc tem amigos poetas/escritores na sua área de atuação profissional?
(21:25:08) Marco Cremasco Simony, o ato de escrever um poema nos exercita diversas linguagens e imagens, entre elas, por exemplo, a metáfora. Não declamo poemas em sala de aula; a poesia auxilia no trato com a linguagem em si.
(21:23:13) Marco Cremasco Luiz, vejo com bastante naturalidade. O estranho, para mim, é considerar estranho, pois antes de ser engenheiro, médico ou qualquer outra profissão, somos seres humanos. A poesia também é uma manifestação do ato de ser humano.
(21:22:30) Simony Ela de alguma maneira se relaciona com o seu oficio em sala de aula? O poeta-professor leva à poesia para as salas de engenharia?
(21:20:56) Marco Cremasco Oi, Simony. Boa noite. A literatura é uma atividade importante na minha vida pessoal e profissional.
(21:20:51) Luiz Filho Participei de um concurso de poesia promovido pela EFEI - Escola Federal de Engenharia de Itajubá-MG e percebi o quanto a poesia faz parte da história de outros profissionais, que não os das \"letras\". Sou poeta também, mas sou \"cria\" das Letras. Como vc vê a disseminação da poesia entre áreas \"estranhas, como a engenharia? Há muitos poetas?
(21:19:25) Marco Cremasco Olha, não sou a pessoa mais indicada para fazer um exercício de crítica à crítica. Quando escrevo não imagino o que a crítica irá escrever sobre o que eu faço. A criação é única. A crítica, ao meu ver, não pode interferir na criação literária, por outro lado tem o seu papel enquanto um ator que reflete sobre a produção literária.
(21:18:38) Simony O que é a literatura em sua vida?
(21:17:39) Simony Boa noite, Marco!
(21:16:25) Simony entrando na conversa...
(21:14:13) Moderador Como você vê o papel da crítica literária na formação do escritor. A crítica é fundamental?
(21:13:24) Marco Cremasco Poxa, obrigado. Penso que o exercício da poesia e a sua consequência, o poema, é o cuidado com a palavra e, por decorrência, com o resultado com que ela provoca. Aprecio o esmero linguístico e as sacadas tipográficas/experimentais em um poema, mas o alcance da simplicidade, de ser simples, o aparo de arestas é o que me comove e o que me faz escrever.
(21:12:09) Moderador Sua poesia procura conjuga metáforas-e-metonímias a trocadilhos lúdicos, com combinações que provocam em nós encanto. Como você define sua poesia do ponto de vista formal e temático?
(21:10:20) Marco Cremasco Boa noite, Luiz. Bem-vindo à roda.
(21:10:05) Marco Cremasco A engenharia é a arte de engendrar, de pôr em prática o que existe no pensamento. Essa prática é traduzida por alguma tecnologia. A tecnologia da poesia, por sua vez, é a palavra.
(21:09:20) Luiz Filho Boa noite.
(21:08:09) Luiz Filho entrando na conversa...
(21:07:37) Moderador E o que há de engenharia na poesia e vice-versa?
(21:06:29) Moderador entrando na conversa...
(21:04:28) Marco Cremasco Escrever nasce com ler. Todavia, a minha escrita – para registro – surge com a publicação de um poema, em agosto de 1979, na Folha de Londrina.
(21:03:56) Marco Cremasco Vivemos a multidisciplinaridade. Somos feitos e como também somos resultados de uma infinidade de particularidades que é possível, em qualquer pessoa, abrigarmos atividades consideradas aparentemente incompatíveis. Existe engenharia na poesia, assim como o inverso.
(21:02:21) ModeradorEntretextos Da engenharia para a poesia. Da pra conciliar bem o engenheiro com o poeta?Conte-nos um pouco da origem da escritura poética em você
(21:01:08) Marco Cremasco Obrigado pelo convite. É bom estar com vocês.
(21:00:59) ModeradorEntretextos Boa noite a todos!
(21:00:28) ModeradorEntretextos Boa noite, Marcos!
(20:59:50) ModeradorEntretextos entrando na conversa...
(20:58:59) Marco Cremasco Boa noite.
(20:58:33) Marco Cremasco entrando na conversa...
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