Dilson Lages Monteiro Domingo, 16 de dezembro de 2018
Poiesis
Rosidelma Fraga
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Eurídice

 

 

No sangue de minha avó
corre minha história.
Por isso me dispo
Por isso grito
Por isso vibro
Por isso poetizo.

Avó preta
de pés ligeiros,
sacudiu a poeira
bateu barro
socou pilão
e fez meu chão.

Vem, negra flor,
bate esse tambor!

Vem, amora pretinha,
a noite já vai caindo
e tu estás aí, linda
sorrindo feito Rainha!

 

Rodopia, negra!
Cante, encante,
e sambe a vida, Eurídice,
que hoje é teu dia.

(Rosidelma Fraga).

 

 

(Em comemoração ao dia internacional da mulher negra, escolho minha avó mulher negra, para homenageá-la, com 95 anos, viva, guerreira, super astral e vencedora!)

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