Dilson Lages Monteiro Domingo, 16 de dezembro de 2018
Almanaque literário - Dílson Lages Monteiro (org.)
Da redação (org.)
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Discurso e Teun Van Dijk

[Da Redação - org.]

Página web de Teun A. van Dijk 

Bienvenid@s a mi página web en español!
Esta página se llama "Discurso en Sociedad" porque estos términos son los que mejor describen mi trabajo dentro de los estudios críticos del discurso. La fotografía que aparece en el título (que refleja una manifestación) representa una de las funciones más importantes del discurso en la sociedad: la disensión, que es a su vez uno de los objetivos de los estudios críticos del discurso.

Además de la información sobre mi CV, publicaciones, proyectos de investigación, revistas que yo mismo edito, y también sobre mi docencia, esta página aporta información sobre varios recursos para la investigación en los Estudios Críticos del Discurso (ECD). Muchos de mis artículos pueden ser descargados desde esta página y más adelante iremos añanidiendo más libros. Además, estoy desarrollando un instrumento pedagógico especial (llamado Enséñate a ti mism@ ECD) para aquellos que quieran embarcarse en la investigación crítica.

Se agradece cualquier tipo de sugerencias para mejorar esta página así como información sobre posibles errores que haya detectado en la misma.(VeaContacto).

Aquell@s que suelen visitar esta página con regularidad, podrán encontrar nuevas mejoras en el apartado de Novedades.
http://www.discursos.org/
 
 

 
A noção de contexto é de importância crucial para explicar como o discurso se insere na sociedade. Porém, o contexto é muito frequentemente tratado como algo que serve de pano de fundo social ao discurso, mas muito pouco ou nada analisado em termos teóricos. Há milhares de livros, de muitas disciplinas, em cujos títulos aparece a palavra "contexto", mas quase todos usam-na informalmente, como "ambiente circunstante", "condições", "situação" ou "pano de fundo" de caráter social, político, geográfico ou econômico; quase nunca no sentido específico de "contexto do texto ou da conversa". Este livro, dando sequência a um trabalho de anos realizado pelo autor, apresenta precisamente uma teoria desse tipo. Obra voltada sobretudo aos leitores interessados em (Socio)linguística e Psicologia Cognitiva, mas também a todos os estudiosos das áreas de ciências humanas.
 
 
 
Nº de Páginas: 336
Formato: 16 x 23
ISBN: 978-85-7244-693-8

 
www.editoracontexto.com.br
© Copyright 2012 - Editora Contexto.
Rua Dr. José Elias, 520 - Alto da Lapa - São Paulo - SP - Brasil
 
Teun A. van Dijk
De Wikipédia, a enciclopédia livre
 
Teun Adrianus van Dijk (born May 7, 1943, Naaldwijk, the Netherlands), is a scholar in the fields of text linguistics, discourse analysis and Critical Discourse Analysis (CDA).
With Walter Kintsch he contributed to the development of the psychology of text processing. Since the 1980s his work in CDA focused especially on the study of the discursive reproduction of racism by what he calls the 'symbolic elites' (politicians, journalists, scholars, writers), the study of news in the press, and on the theories of ideology and context.
He founded six international journals: Poetics, Text (now called Text & Talk), Discourse & Society, Discourse Studies, Discourse & Communication and the internet journal in Spanish Discurso & Sociedad, of which he still edits the last four.
Teun A. van Dijk was a professor of discourse studies at the University of Amsterdam from 1968 until 2004, and since 1999 he has taught at the Pompeu Fabra University, Barcelona. He has widely lectured internationally, especially in Latin America.
Fonte
A descrição acima é do artigo Teun A. van Dijk da Wikipédia, licenciado sob CC-BY-SA, lista completa de contribuidores aqui. As páginas de
(http://www.facebook.com/pages/Teun-A-van-Dijk/108364082520634)
Três conceitos à luz de Teun van Dijk
Macroestrutura global, macroestruturas intermédias e microestruturas (teoria do texto)
[Pergunta] Dentro da análise descendente existem três variantes que não consigo compreender: macroestrutura global, macroestruturas intermédias e microestruturas.
Isto insere-se na competência textual?
Luísa Silva:: Estudante :: Porto, Portugal
[Resposta] Carlos Reis e Ana Maria Macário Lopes, no Dicionário de Narratologia (Coimbra, Almedina, 2002), no artigo dedicado ao conceito de macroestrutura, citam o investigador Teun van Dijk (1983, pág. 55), que define a macroestrutura de um texto como «uma representação abstracta da estrutura global de significado de um texto».
A respeito de macroestruturas intermédias, Reis e Lopes (op. cit.) observam o seguinte:
«É possível reconhecer níveis intermédios de macroestruturas, uma vez que num texto há um conjunto de frases que formam um bloco consistente, formando sequências [...]. Tais sequências projectam uma representação semântica global, uma macroestutura intermédia que equivale à noção intuitiva de "tópico".»
Sobre as microestruturas, também explicam que (ibidem):
«[...] As sequências funcionam [...] como partes interligadas de um todo a que se vinculam: esse todo é a macroestrutura mais geral do texto, responsável pela projecção e articulação linear das frases que integram a superfície textual. Por outras palavras, a macroestrutura que contém a informação essencial do texto é essencial do texto é comparável a um núcleo semântico a partir do qual, mediante a aplicação de certas regras de projecção, se geraria o conjunto de frases que perfazem a superfície textual, e às quais se dá o nome de microestruturas [...] textuais.»
Carlos Rocha:: 28/07/2011
(http://www.ciberduvidas.pt/pergunta.php?id=29890)

O destacado lingüista holandês Teun van Dijk, há anos vinculado com o Chile, analisa a relação entre a imprensa e os preconceitos racistas.
          Antonieta Muñoz Navarro
 


 
As elites são responsáveis pelo racismo Antonieta Muñoz Navarro
Santiago / Cultura Um novo estudo sobre a relação entre a imprensa e as minorias étnicas será um dos motivos pelos quais o lingüista holandês Teun van Dijk viaje novamente ao Chile dentro dos próximos meses. Apaixonou-se por esse tema durante a maior parte de sua vasta trajetória acadêmica, transformando-se num verdadeiro referencial na análise do discurso e do racismo.
Foi catedrático de Estudos do Discurso na Universidade de Amsterdã até 2004 e, atualmente, é professor da Universidade Pompeu i Fabra, em Barcelona. Ali faz aulas todos os semestres para um numeroso grupo de alunos provenientes dos mais diversos cantos do mundo, que o procuram devido à sua qualidade de fundador de uma linha de pesquisa que foi introduzida em importantes centros universitários europeus: o enfoque crítico do discurso. Editor-fundador das revistas Poetics, TEXT, Discourse & Society, Discourse Studies e Discourse & Communication edita as últimas três— e da revista digital Discurso & Sociedade ( www.dissoc.org ), publicou mais de 30 livros (1). Recentemente, coordenou a apresentação do livro Racismo e discurso na América Latina.
Mantém uma grande diferença com a maioria dos acadêmicos. Epistemologicamente, Teun van Dijk não assume só um papel de observador diante do problema abordado. Segundo seu postulado, quem pesquisa o racismo adquire um compromisso ético-social com aqueles que são vítimas: povos indígenas, imigrantes, minorias sexuais, população negra e mulheres discriminadas.
Uma maioria acredita que só são racistas aqueles que participam de genocídios como os ocorridos nas guerras. Mas há muito tempo o senhor estuda "o novo racismo", praticado na vida cotidiana contra povos e minorias.
Poderia resumir meus 25 anos de trabalho em três grandes teses. A primeira é que o racismo é um sistema social de dominação étnica e/ou racial. Compreende um subsistema social discriminação— e outro mental ou cognitivo —preconceito ou ideologia racista—. Uma segunda idéia é que o discurso tem um papel muito importante: podemos discriminar com ele da mesma maneira que com atos como a proibição de acesso a um país, a um bairro, a uma casa ou a um trabalho. Além disso, aprende-se os preconceitos e ideologias pelo discurso que, finalmente, é a interface entre os subsistemas social e cognitivo do racismo. Minha terceira tese é que as elites simbólicas desempenham um papel muito especial. Elas lideram a política, a mídia, a educação e a ciência, tendo acesso preferencial aos discursos dominantes. Se o racismo é aprendido por meio do discurso público e este é controlado pelas elites, elas são as principais responsáveis pela reprodução desse comportamento.
RAÍZES PROFUNDAS
É possível afirmar que no povo chileno efetivamente predominam atitudes racistas? Ou o senhor avalia que elas não são maiores nem menores que as observadas em outras sociedades latino-americanas?
As formas de discriminação não são iguais em toda a América Latina. Por exemplo, dos dados que vi para nosso livro Racismo e Discurso na América Latina, eu diria que há racismos mais explícitos na Guatemala do que em vários outros países. No Chile e na Argentina há um preconceito racial mais recente contra os imigrantes pobres do Peru ou da Bolívia.
Como o senhor caracterizaria o que ocorre com os mapuches?
Pode-se comparar com o racismo contra os indígenas, observado em toda a América Latina; exista há muito tempo, com raízes profundas na colonização e na conquista da Araucania, mistura-se com o classismo contra os pobres. Por exemplo, isso se manifesta nas referências à luta contra o que chamam " terrorismo" quando os mapuches ocupam suas próprias terras ou participam em ações contra empresas que ganham dinheiro com produtos desses territórios —como a madeira. Obviamente essa rejeição é mais forte na direita porque se vincula ao valor da propriedade privada, que enfrenta o da propriedade coletiva da terra mapuche.
SESGOS NA IMPRENSA
Qual é o papel da mídia na reprodução e motivação do racismo?
Cumprem um papel central, pois o que a maioria das pessoas sabe e opina sobre imigrantes e minorias é obtido deles. As elites simbólicas —políticos, cientistas ou escritores— têm influência sobre esses meios, fator que se traduz num envieso sério de cobertura. Geralmente se escreve de forma negativa sobre os mais humildes: eles constituem muito mais um problema, um desvio de nossa cultura ou uma ameaça; a imigração representa, sob esse ponto de vista, uma invasão pois eles não querem integrar-se na nossa cultura e podem ser terroristas ou delinquentes. Muita gente não tem informação alternativa para contradizer esses estereótipos. Além disso, quase não há jornais explicitamente anti-racistas, nem na Holanda nem na Espanha (talvez com exceção do novo jornal El Público). Do Chile nem se fala , provavelmente com a pior imprensa das Américas, devido à posição reacionária de seus grandes empresários, como a que se costuma observar no jornal El Mercúrio.
No Chile, existem duas empresas jornalísticas que superam 80% da oferta da imprensa escrita. Há alguma relação entre a concentração da propriedade da mídia com a reprodução dos preconceitos?
Esse fator não necessariamente implica falta de diversidade, pois teoricamente um só empresário poderia optar por uma variedade de jornais diversos para oferecê-los em todos os setores: se fosse assim, certamente venderia mais exemplares que agora, já que o Chile tem uma das vendas de jornais mais baixas do Continente. De fato, os chilenos, mais do que ler uma má imprensa, assistem à TV.
O que acontece, então?
É difícil de explicar. A ideologia conservadora é pouco racional porque esses empresários preferem publicar jornais conservadores com menos leitores dos que teriam se fossem abertos e marcadamente pluralistas como o são El País da Espanha ou El Clarín da Argentina, meios muito grandes e de muita influência. Nem falar de encontrar opções como Página 12 na Argentina ou La Jornada no México, impensáveis no Chile atual. Antes existia La Época, mas por várias razões o mataram. Não se tolera só a concorrência; não há possibilidades de uma voz alternativa. O Chile continua sendo um país muito conservador na ideologia de direita de muitos de seus empresários. Com a atual mídia chilena dominante dificilmente haverá mudanças sociais profundas.
A imprensa poderia colaborar a diminuir um ambiente de tensão intercultural?
Certamente que pode fazê-lo com fórmulas como contratar (mais) jornalistas mapuches, considerar com maior seriedade a luta deles, entrevistar (mais) seus líderes, publicar (mais) sobre o tema do racismo contra eles ou contra os peruanos, além de reduzir as notícias estereotipadas.
"EUROPA DÁ UM PÉSSIMO EXEMPLO"
Há experiências externas que eventualmente poderiam ser consideradas como modelo de políticas públicas acertadas na superação de tendências racistas?
Temo que existem muito poucas. Já mencionei a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, mas ela não conseguiu erradicar o racismo senão somente as formas mais abertas e institucionais da segregação social. Talvez o exemplo mais óbvio sejam os movimentos de mulheres no mundo, que ainda não têm aceitação generalizada.
Que conseqüências tem numa sociedade a persistência de atitudes racistas no âmbito cultural, social, educacional ou econômico ?
Depende de cada situação e de cada país. Conhecemos as conseqüências mais terríveis : conquista, colonialismo, escravidão, opressão e discriminação diária, incluindo o Holocausto, a "limpeza" étnica da Bósnia ou o genocídio em Ruanda. Uma sociedade que não reconhece nem respeita a diversidade étnica, que não tem leis nem práticas de igualdade, ou que não luta contra o racismo, é dividida e desigual. Não aproveitará toda a diversidade humana , portanto, será menos próspera e não poderá constituir-se num país democrático que vive em paz.
O senhor não pensa que se atitutes racista não foram superadas na Europa, há razões para sermos cépticos em que este fenômeno poderia ser extirpado de outros países?
Diante da necessidade de mudanças profundas sempre é prudente não ser muito otimista. Há avanços —ainda que lentos— e são dectados numa relativa melhor posição das mulheres ou no que foi botido nos Estados Unidos depois do movimento de direitos civis. Mas, eu gostaria de dizer que a Europa dá um péssimo exemplo porque nela há racismo e deve assumir que, após a perda de suas colônias, é natural que as pessoas desses lugares viajem ao território europeu para se transformarem em cidadãos. Bem, finalmente minha perspectiva é que com o racismo nasce a resistência dos imigrantes e das minorias, que atuarão com métodos políticos e discursos para acabar transformando, futuramente, os países brancos homogêneos em multiculturais e multiétnicos, mais diversos, mais dinâmicos e, portanto, melhor insertos no mundo.
(1) Sobre o tema, destacamos: Racismo y análisis crítico de los medios (Paidos, 1997), Racismo y discurso de las élites (Gedisa, 2003), Racism at the Top (con Ruth Wodak, eds. 2000), Dominación étnica y racismo discursivo en España y América Latina (Gedisa, 2003), e Racismo y Discurso en América Latina (ED. Gedisa, 2007). Informação em: www.discursos.org
__________________
Antonieta Muñoz Navarro. Jornalista e Mestre em Ciências da Comunicação, U. Autônoma de Barcelona. Ver o artigo original na revista Mensaje, Nº 570: www.mensaje.cl
(http://miradaglobal.com/index.php?option=com_content&view=article&id=918%3Alas-elites-son-responsables-del-racismo&catid=29%3Acultura&Itemid=33&lang=pt)
 
 
 
Name:

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Indios patagones
Person:
Panunzi, Benito
Pub. place:
Buenos Aires
Publisher:
Date of Pub.:
1865
Decade:
1860s
Country:
Argentina
Description:
A group of Tehuelche Indians photographed in 1865
Institution:
Museo Nacional de Bellas Artes, Buenos Aires
Medium & Display:
photography
Present Material:
photograph
Discourse:
anthropology, fine arts
Key Concept:
body, the other
Contents:
artisan crafts, arts, barbarism, conquest, desert, expeditions, frontier, race
(http://curlew.cch.kcl.ac.uk/cgi-bin/rands/q_img.pl?@iBA17-27)
 

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